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Tudo o que precisa de saber sobre carros japoneses

Car Advisor Tamotsu Todoroki

Juntei-me à AGASTA CO. e fiz compras de viaturas durante alguns anos. Depois mudei-me para o Departamento de Vendas e comecei esta coluna sobre carros usados ​​japoneses. Aconselho viaturas e partilho uma boa dose de conhecimentos.

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O Que Acontece Se Eu Continuar a Conduzir na Zona Vermelha - Vol.93

Conduzir rápido é um hábito para alguns condutores. Para alguns é apenas uma aventura, uma fonte de entretenimento ou adrenalina. A condução na cidade não permite que os condutores acelerem ao máximo. Para uma condução rápida e apropriada, é aconselhável fazê-lo com um carro que tenha uma boa aderência e a estrada esteja em bom estado.

No entanto, a condução rápida não que ver apenas com o apertar do pedal do acelerador a fundo e deixar que o motor do carro faça o resto do trabalho. A maioria das pessoas não percebe o dano que faz ao seu carro ao conduzir rápido e ignorar as técnicas apropriadas para o fazer. A maioria acaba por danificar os componentes mecânicos do carro.

Para transmissões automáticas, não é uma questão muito importante se o condutor não conhecer as técnicas apropriadas. Porém, para as transmissões manuais, o desrespeito pelas boas técnicas pode ser perigoso. Além do consumo de combustível, desgaste total de pneus e falta de controlo, há outros fatores que os condutores precisam de considerar durante a condução.

Ao conduzir um carro desportivo, esses fatores precisam de ser atendidos, pois eles são especialmente concebidos para a condução rápida e qualquer falta de respeito pelas maneiras corretas pode danificá-lo de forma rápida e fácil. Todavia, os carros convencionais não são concebidos para aceleração máxima, o que costuma ser ignorado pela maioria dos condutores. Em muitos carros há muitas vezes limitadores instalados por defeito. Esses limitadores impedem o condutor de constantemente acelerar ao máximo. Esses carros são limitados por defeito para um determinado nível de rotações por minuto. É por isso que, quando um condutor inexperiente tenta acelerar até ao limite, o carro começa a abrandar.

Constantemente ultrapassar a zona vermelha aumenta as probabilidades de o motor falhar. Arrastar o carro em marcha lenta por muito tempo aumenta o atrito e o desgaste do motor. Isso também evita que o motor possa arrefecer de forma apropriada. Além disso, os componentes mecânicos do motor também são interrompidos. As molas das válvulas não conseguem fechar as válvulas de forma rápida o suficiente, fazendo com que as válvulas e os pistões colidam, resultando em danos ao bloco do motor.

Ainda mais perigoso é o facto de o injetor de combustível deixar de funcionar de forma adequada. Se a quantidade apropriada de combustível não for transferida, isso poderá resultar na explosão do motor. A condução ocasional na zona vermelha não  danifica o motor de forma tão agressiva, mas não é uma opção aconselhável, no entanto.

Além disto tudo, o superaquecimento dos tubos, anéis de pistão e outros componentes é evidentemente outro efeito da condução acelerada. Alguma adrenalina pode ser algo pesado para o bolso dos condutores e drasticamente reduzir a vida útil do motor. Esse tipo de condução não pode ser chamado de condução rápida. Conduzir rápido não significa que o carro tenha de ser danificado. A estrutura geral do carro também tem de ser considerada. Um carro menos potente que não tenha sido concebido para ir mais rápido só pode suportar determinada pressão de ar. Não só o motor, mas o chassi e a suspensão também podem ser danificados pela condução acelerada.

Os efeitos resultantes depois da aceleração ao máximo não são lindos de se ver. O superaquecimento dos componentes do motor nunca é uma boa ideia, nem tão pouco de aumentar a vulnerabilidade do motor. Não há mal algum em conduzir rápido em ambientes controlados, mas isso precisa de ser feito com atenção à capacidade geral do carro.